Crítica: “Homem-Aranha – De volta ao lar”.

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O bom filho aracnídeo a Casa das Ideias torna.

Esta é a melhor definição de “Homem-Aranha: De volta ao lar”, do diretor Jon Watts, filme que marca definitivamente a entrada do “Amigão da Vizinhança” ao “Universo Cinematográfico da Marvel Studios”. A parceria com a Sony Pictures, detentora dos direitos do personagem no cinema, provou ser a decisão correta para reativar a franquia do Aranha, após as críticas negativas de “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro”.

Temos finalmente um filme do Homem-Aranha, cheio de referências aos quadrinhos e aos filmes, afinal, há a participação do Homem de Ferro e a trama se passa depois dos eventos ocorridos em “Capitão América – Guerra Civil”. Mesmo assim, a história se foca no que interessa: no jovem alter-ego do herói, Peter Parker e todo o universo que o cerca, enquanto defensor dos oprimidos e estudante do Colégio Midtown, em Nova York.

Tom Holland é o protagonista certo para essa renovação do personagem, pois mescla ao mesmo tempo bom humor e as dúvidas que o cercam enquanto adolescente com poderes recém-adquiridos. O drama do personagem, presente nos filmes anteriores, não é tão marcante aqui, ainda que Peter tenha com conviver com a máxima de que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”.

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A questão maior enfrentada por Peter é: estou pronto para ser mais que apenas um defensor do bairro. Por que ainda não sou um Vingador? Diante da possibilidade de enfrentar desafios maiores, ele conta com os ensinamentos de Tony Stark (Robert Downey Jr.), ainda que o líder dos Novos Vingadores não acredite em todo o potencial do jovem herói.

A participação do Homem de Ferro é constante, mas sem tornar o filme só dele. Afinal, já são quase dez anos do vingador blindado na telona. Há também algumas participações bem divertidas do Capitão América (Chris Evans), mesmo ele sendo considerado um traidor da pátria atualmente.

Por falar em comédia, as piadas estão presentes em todo o filme, e nenhuma delas está fora de contexto. Um filme do Homem-Aranha não pode ser sombrio. Todos os personagens têm seus momentos de descontração em meio a uma e outra sequência de ação e aventura. Destaco o sempre fiel guarda-costas/motorista de Stark, “Happy” Hogan de Jon Favreau (que dirigiu os dois primeiros filmes do Homem de Ferro) e o amigo nerd de Parker, Ned (Jacob Batalon), o típico “ajudante da cadeira”. Atenção para o personagem, que nos quadrinhos se revela um futuro adversário para o Aranha.

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O vilão Adrian Toomes, também conhecido como Abutre, interpretado por Michael Keaton é uma escolha também acertada. Tanto o visual do personagem, quanto a atuação de Keaton, fazem com que o antagonista seja um dos melhores adversários do herói nas telonas. Em vários momentos, lembra o primeiro filme, com o Duende Verde de Willem Dafoe, sobretudo na relação de seu alter-ego com Parker. Mas Keaton mostra um lado mais sombrio e calculista.

Se personagens importantes no universo do herói sequer são mencionados como J. J. Jameson e Norman Osnorn, temos alguns que abrilhantam a produção, como a tia May Parker, interpretada pela sempre linda Marisa Tomei, Flash Thompson, que se transformou num valentão indiano (Tony Revolori) e a “garota estranha” Michelle (Zendaya Coleman), que guarda um segredo que pode ou não ser usado nos próximos filmes. Pra mim, soa mais como uma brincadeira ou “fan service”.

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Falando em agradar aos fãs, uma garota que apareceu nos trailers e que atiçou a curiosidade de todo mundo por talvez ser a loira Gwen Stacy, acaba se mostrando ser uma outra personagem do universo do Homem Aranha. Essa é para os fãs “das antigas”.

Entre uma diferença aqui, outra ali em relação aos quadrinhos, o novo filme do Homem-Aranha é como deve ser uma produção da Marvel: divertida, leve e descompromissada. É um autêntico e espetacular (sem trocadilhos) filme de super-herói.

Se bem que esse Homem-Aranha de alta tecnologia não me agrada tanto. O personagem de verdade deve ter o sentido aranha, os lançadores de teia tradicionais e o velho e bom uniforme feito em casa. Sinal dos tempos, pois mesmo os super-heróis mais poderosos precisam se adaptar ao século XXI. E se você tem um “padrinho” como Tony Stark, deve aproveitar a deixa e curtir os brinquedos que o dinheiro pode comprar.

E antes que eu termine, o calendário das guerras já está cheio. Primeiro uma Guerra do Infinito. E mais tarde, uma Guerra Civil II. É bom guardar um uniforme novo e um CD dos Ramones para a “ocasião”!

Nota: 5 de 5.

 

 

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