Crítica: “Mulher-Maravilha”.

mulher-maravilha

O filme da super-heroína criada por William Moulton Marston em 1941 tem tudo o que se espera numa produção baseada nas histórias em quadrinhos. Tem ação, aventura, comédia, romance, uma história de origem, bons coadjuvantes, um conflito e é claro, Gal Gadot.

A atriz israelense definitivamente nasceu para ser a Mulher-Maravilha no cinema. Com uma estreia retumbante em “Batman vs. Superman – A origem da Justiça” e presença mais que confirmada em “Liga da Justiça”, a produção entra para o hall das maiores adaptações dos quadrinhos para a telona. É inegável que o filme dirigido pela diretora Patty Jenkins acerta em cheio ao retratar de maneira fiel a personagem e seu universo, ambientando a história em plena Primeira Guerra Mundial. É bom lembrar que nos quadrinhos, a personagem surgiu em meados da Segunda Grande Guerra.

Mesmo com duas horas e vinte e um minutos de duração, não há espaço para “beiradas” no roteiro. Tudo está em seu devido lugar. Há a origem da personagem e sua relação com as amazonas da Ilha de Themyscera (otimamente retratada), a luta de Diana contra seu passado misterioso em nome da salvação da humanidade, a participação da heroína no conflito armado e é claro, o combate contra o vilão, como não podia deixar de ser.

256728

Gadot, além da excelente forma física e grande beleza, tem uma expressividade tal que lhe permite ao mesmo tempo ser a guerreira impetuosa, quanto uma inocente garota que ainda não sabe muita coisa sobre o mundo do patriarcado. E a maior lição que ela vai aprender sobre o nosso mundo é ao lado do Capitão Steve Trevor (Chris Pine), sobre o quanto a humanidade pode ser bondosa ou maléfica.

O filme, como já mencionado, é uma adaptação fiel aos quadrinhos, destacando duas das fases mais importantes da personagem: sua origem recontada por George Pérez nos anos 80 e o atual “Renascimento” (pós “Novos 52”), comandado por Geoff Johns. Não sabemos ao certo se ela nasceu do barro e Zeus soprou a vida a pedido da rainha Hipólita ou se ela é fruto da união entre a mãe e o deus dos deuses.

Os quadrinhos atuais estão trabalhando de maneira impressionante essa dualidade e contando fantásticas histórias com a personagem. E o cinema aposta nessa aventura, transformando-a no melhor filme da nova fase de produções com a marca Warner Bros./DC. Não há uma trama tão autoral quanto “Homem de Aço” ou a grandiloquência de “Batman vs. Superman”. É simplesmente um filme de aventura com a maior super-heroína de todos os tempos.

20170519-amazonas

A diretora aproveita alguns momentos para discutir o valor feminista da personagem, usando de humor e perspicácia nas cenas em que Diana discute o papel das mulheres na sociedade. A personagem de Lucy Davis, Etta Davies, secretária de Trevor protagoniza divertidos momentos em defesa das mulheres.

A mulher, aliás, é o fator principal do filme. As melhores personagens são elas. Além de Diana e Etta, a vilã Doutora Veneno (Elena Anaya) tem uma presença forte e é claro, as amazonas. A mãe de Diana, Hipólita (Connie Nielsen) é a líder que tenta a todo o custo proteger sua sociedade e sua filha, e sua irmã, a General Antíope (Robin Wright) é o ponto de partida para transformar a princesa numa guerreira.

O filme tem começo, meio e fim, e isso é o que todo fã de super-heróis quer ver no cinema. Não é necessária uma cena pós-créditos (ainda que esse recurso seja um dos diferenciais dos filmes Marvel), até porque sabemos como se darão os acontecimentos futuros na vida da personagem (no nosso presente). Aliás, a cena inicial é que une os filmes anteriores aos próximos, pois a foto da companhia liderada pela heroína é o que inicia a história. Bruce Wayne está em todas.

Falando nisso, um detalhe interessante é que o bilhete escrito por Wayne, na versão lançada no Brasil, aparece escrito em bom português. É a versão brasileira chegando ate nas imagens.

wonder-woman-trlr-1-920

Excelente filme de origem, de aventura e de quadrinhos. Uma merecida estreia da Mulher-Maravilha nos cinemas após 75 anos de existência da personagem. Que venham as próximas aventuras! Com o avião invisível, é claro.

GRANDE HERA!

Nota: 5 de 5.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s