Resenha: “Supergirl” – Segunda Temporada (2016-2017).

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Se na temporada de estreia, a série “Supergirl” focou nos problemas enfrentados por Kara Denvers (Melissa Benoist), tanto em sua vida civil, quanto na de super-heroína, na segunda temporada a ação prevaleceu. Pode-se afirmar com certeza que o segundo ano foi mais próximo aos quadrinhos da DC Comics.

Leia sobre a primeira temporada de “Supergirl” em:
https://bloginterocitro.wordpress.com/2016/05/06/resenha-supergirl-primeira-temporada-2016/

Claro que o lado humano dos personagens deu o tom ao longo dos episódios, mas as incontáveis referências aos quadrinhos, televisão e cinema encheram os fãs de entusiasmo. Os dois episódios iniciais contaram com a presença de ninguém menos que o Super-Homem (Tyler Hoechlin), vivendo uma aventura ao lado da prima e seus companheiros com direito a diversas menções ao clássico “Superman – o filme”, de Richard Donner.

A versão do personagem é bem fiel aos quadrinhos atuais e até mesmo ao herói imortalizado no cinema por Christopher Reeve. Ou seja, nada do tom sombrio e angustiado dos filmes atuais ou da fase “Os Novos 52” publicada nas revistas em quadrinhos. O super herói está mais humano do que nunca e volta depois de muito tempo à telinha (a última cena de “Smallville” não conta como retorno do Homem de Aço).

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Leia sobre o retorno do Super-Homem à televisão em:
https://bloginterocitro.wordpress.com/2016/10/21/super-homem-o-retorno-a-televisao/

Ainda nos primeiros episódios há a chegada da empresária e cientista Lena Luthor, interpretada pela belíssima Katie McGrath, que busca se desvencilhar do passado maléfico da família e vive um embate contra sua mãe, Lillian Luthor (Brenda Strong), que tem planos ambiciosos envolvendo o futuro do planeta e a liberdade de seu filho Lex. A relação entre as duas em alguns momentos lembra os fantásticos duelos entre pai e filho de Lex e Lionel Luthor (Michael Rosembaum e John Glover), mais uma vez citando “Smallville”.

Lillian é mostrada como uma vilã regular ao longo dos episódios, chefiando o Projeto CADMUS, que tem grande importância nos quadrinhos e desenhos animados como uma organização secreta que faz experiências genéticas com DNA alienígena. Falando nos seres de outros planetas, eles estão aos montes na série, uns com planos de dominar e outros que só querem viver em paz em nosso planeta.

Para isso, o DOE conta com seus agentes comandados pelo Caçador de Marte (David Harewood), que ganha mais espaço e boas cenas, a agente Alex Denvers (Chyler Leigh), que tem um relacionamento com a policial Maggie Sawer (Floriana Lima) e o expert em informática “Winn” (Jeremy Jordan), que agora divide seu tempo entre agente e parceiro do Gladiador, o alter-ego de James Olsen (Mehcad Brooks).

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Sob o aval da Presidente dos Estados Unidos, Olivia Marsdin, que é interpretada pela atriz Lynda Carter (a Mulher-Maravilha do seriado dos anos 70), eles combatem toda sorte de inimigos deste e de outros mundos.

O clima de ação e aventura aumenta em alguns episódios específicos, principalmente, porque esta temporada foi marcada por dois importantes acontecimentos: mais um crossover com “Flash”, num episódio musical da série do corredor escarlate e o primeiro encontro das séries do canal CW (“Arrow”, “Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”). Inspirado no arco dos anos 80 “Invasão”, as quatro séries criaram um dos melhores encontros de personagens com super poderes, tendo a Supergirl liderando-os.

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Leia sobre “Invasão” em:
https://bloginterocitro.wordpress.com/2016/12/16/invasao-o-primeiro-crossover-de-super-herois-do-cw/

Os episódios finais trouxeram mais uma batalha de proporções épicas, dessa vez contra os daxanitas, um povo que odiava os kryptonianos e os culpava pela destruição de seu mundo. Liderados pelo rei Lar Grand, vivido por Kevin Sorbo (o Hércules do seriado dos anos 90) e pela rainha Rhea (Teri Hatcher, a Lois Lane de “Lois & Clark”), os invasores reclamam o retorno do príncipe Mon-El (Chris Wood) que estava na Terra e tornara-se namorado de Kara. Mais uma vez, as forças da Terra deveriam se unir para combaterem esse mal e sacrifícios deveriam ser feitos, se necessário para a salvação de todos.

Além o clima de quadrinhos, os temas humanos foram abordados, como não poderia deixar de ser. A diversidade foi bem explorada, tanto pelo relacionamento amoroso entre duas mulheres, quanto pela relação inter-racial (o que aqui pode ser entre humanos e alienígenas). Tal escolha de temas é bem dosada juntamente com as tramas de aventura, tornando a série, juntamente com “Flash”, as melhores de seu gênero atualmente.

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E o clima se mantém, já que a última cena promete um gancho para a próxima temporada que sem dúvida trará ainda mais referências para os fãs do vasto universo DC. Em meio a dezenas de pontos positivos, a temporada só “patina” num único ponto: os casos continuam sendo resolvidos muito facilmente, o que denota uma falta de profundidade nos roteiros.

Tudo bem que ainda é a segunda temporada, mas isso deve ser corrigido para que o sucesso do programa se mantenha. Ainda assim, é muito bom assistir à um seriado que tem tantas referências e “fan services” para o público. Dessa forma, que venha a nova temporada, e…

PARA O ALTO E AVANTE!

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