Crítica: “Rogue One – Uma história Star Wars”.

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“Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…”

Um filme da franquia Star Wars não poderia começar de outra forma. E “Rogue One – Uma história Star Wars”, de Gareth Edwards, o primeiro “spin off” da saga criada por George Lucas não foge à regra. Mesmo não sendo uma aventura dos Skywalkers, o filme é uma excelente aventura deste fantástico universo que já se tornou parte da cultura popular.

Ligando diretamente o episódio III ao IV, ou seja, unindo as duas trilogias iniciais, o filme apresenta a missão da Aliança Rebelde para se apoderar dos planos da maior arma do Império Galáctico, a Estrela da Morte, uma poderosa estação espacial blindada com o poder suficiente para destruir um planeta inteiro.

Para tal tarefa, surge o esquadrão Rogue One, formado por valentes guerreiros voltados à causa rebelde, com o compromisso único de se sacrificarem pelo sucesso da missão. Liderados pela impetuosa Jyn Erso (Felicity Jones), filha do engenheiro responsável pela criação da arma, o esquadrão enfrenta as forças imperiais chefiadas pelo Diretor Orson Krennic (Bem Mendelshon), responsável por coordenar a construção da estação.

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Num verdadeiro filme de guerra, com, inspirações diretas da Segunda Guerra Mundial, principalmente, da invasão à Normandia (“Dia D”), os improváveis heróis unem suas habilidades de combate e estratégia para alcançarem seu objetivo. Como os 300 guerreiros espartanos, o “Rogue Um” enfrenta todos os adversários na terra e no espaço.

Por incrível que possa parecer, você nem sente falta dos duelos de sabres de luz ou dos ensinamentos sobre a Força, ainda que o melhor personagem do filme tenha essas características, mesmo não sendo um Jedi. Trata-se de Chirrut Imwe, interpretado pelo astro das artes marciais Donnie Yen, um autêntico “Zatoichi”, o guerreiro cego e sábio dos contos orientais. Mais uma inspiração da rica cultura oriental na saga de Lucas.

Os demais personagens também são fieis aos valores criados pela saga nos filmes anteriores, tais como o robô responsável pelos alívios cômicos K-2SO (que não consegue superar os clássicos R2-D2 e C3-PO), o militar Baze Malbus (Jiang Wen) e o intrépido piloto Cassian Andor (Diego Luna).

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E rostos conhecidos e adorados pelos fãs estão no filme, graças aos incríveis efeitos digitais e aos desenhistas de produção, que mantiveram o visual dos filmes clássicos. O general Tarkin é vivido pelo ator Guy Henry, que ganhou uma “maquiagem digital” que o tornou a própria imagem do eterno Peter Cushing. Chega a arrepiar quando o personagem entra em cena. E certa princesa ganhou o rosto digital e a voz da jovem Carrie Fisher, em mais um momento de saudosismo.

E DARTH VADER É FODA! (Perdoem a expressão). 

Se a Disney teve a ideia de expandir o universo de Guerra nas Estrelas também no cinema, já que há desenhos animados e revistas em quadrinhos, a primeira investida foi das mais acertadas. Com o mesmo ritmo de aventura de matinê e muita emoção, é certeza de que todos os anos teremos ótimas razões para comermos muita pipoca no cinema.

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Pra quem achava que a “Casa do Mickey” iria destruir a obra-prima de George Lucas, basta conferir “Rogue One”, definitivamente uma história Star Wars.

E QUE A FORÇA ESTEJA COM VOCÊ!

Nota: 5 de 5.   

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