Crítica: “Doutor Estranho”.

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Mais um super-herói da “Casa das Ideias” ganha seu espaço no Universo Cinematográfico Marvel. No caso, muitos espaços. O Mago Supremo criado por Stan Lee e Steve Ditko (os mesmos que criaram o Homem-Aranha), Doutor Estranho chega às telonas sob a direção de Scott Derickson.

Encarnado por Benedict Cumberbatch, o alter-ego de Stephen Strange, brilhante neurocirurgião que perde tudo após um acidente automobilístico, embarca numa jornada em busca da cura para suas mãos, dilaceradas na ocasião. Mas o que ele não sabe é que tal busca o levará a uma nova perspectiva deste mundo. E de todos os outros, afinal, estamos na Marvel, onde o multiverso é mais que um lugar comum.

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Como nos demais filmes de origem da Marvel, desde “Homem de Ferro”, acompanhamos toda a transformação do personagem, que de um arrogante e bem sucedido homem de Nova York, vira um dos mais poderosos defensores da Terra. Peraí, esse não é o Tony Stark? Strange sempre foi comparado à Stark e vice-versa. E os atores que os interpretam no cinema já viveram Sherlock Holmes. Coincidência?

Voltando ao filme, temos os elementos clássicos de uma história de origem: a negação à tragédia, o treinamento difícil e a hora de mostrar os poderes que aprendeu contra o vilão que quer conquistar o mundo. Mas isso é mostrado na tela como um autêntico filme da Marvel Studios (aliás, a nova vinheta está bem legal), com momentos certos de humor protagonizados pelo ótimo Cumberbatch e sua cara constante de cinismo.

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Os personagens coadjuvantes cumprem bem os seus papeis, com destaque para a Anciã de Tilda Swinton, sábia quando deve ser e poderosa quando se faz preciso. Ótimas cenas de combate da personagem contra os inimigos comandados por Kaecilius (Mads Mikkelsen), um mestre das artes místicas a serviço de Dormammu, um dos mais poderosos inimigos do Doutor Estranho nos quadrinhos.  

Deixe de lado o fato que o ser vindo da Dimensão negra, um dos muitos universos, estar mais para o Paralaxx de “Lanterna Verde” do que o gigantesco ser de cabeça flamejante desenhado por Ditko. Ao menos, protagoniza uma das melhores sequências do filme, junto com o herói.

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Há ainda outro vilão (spoiler), mas que não se revela como tal até a última cena pós-créditos. Há duas cenas, sendo que a primeira, como sempre, é mais importante para a continuidade do Universo Marvel. Afinal, se você é um dos mais poderosos magos do mundo, é claro que alguém vai te procurar. Parafraseando o MC Hammer, “hora do martelo”. Capitão América entendeu a referência!

Não faltam citações aos filmes anteriores, algumas delas visuais, como a Torre dos Vingadores num dos takes abertos de Nova York e uma menção aos super-heróis mais poderosos da Terra. E pra quem prestar bem atenção, até a Capitã Marvel é mencionada no filme, sendo que a personagem vai ganhar o seu filme próprio nos próximos anos.

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O Doutor Estranho chegou para abrir mais portas no universo Marvel nos cinemas, assim como “Guardiões da Galáxia” e mesmo o herói blindado que tira onda de cientista espacial. Capitão? Isso só serve para provar que a Marvel é a melhor empresa de filmes de super-heróis e ponto final. Que venha a Guerra Infinita, quando todos os heróis deverão se unir contra Thanos e suas Joias do Infinito (o Olho de Agamoto não é uma delas produtores!).

Conjurados os feitiços porque a magia da Marvel está diante de nós!

Nota: 5 de 5.

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